Humor

Não sei se vocês concordam comigo, mas creio que com a mudança dos costumes sociais, fazer humor denegrindo pessoas, defeitos ou localidades, não é para fazer rir.

Assim publiquei no post “Cartão Postal” o mal gosto de uma comediante da “Praça é Nossa” subestimando a Praia Grande.

A nossa prefeita também de forma pontual pediu retratação ao programa.

Parabéns, prefeita Raquel, não podemos desprestigiar a nossa cidade.

Afinal, recebemos todo final de semana milhares de turistas. Sendo assim, a prefeita fez muito bem em se pronunciar porque há muitos que ainda não conhecem nossas praias, e precisam conhecer.

Tenho orgulho em morar aqui.

Até os próximos!

Portinho

Eu e minha amiga Márcia visitamos o Portinho em Praia Grande.

Ao chegar lá, os visitantes terão certamente a mesma impressão que tive. Como em meio ao clima de natureza de praia, existe um lugar como esse: bucólico!

Reinaugurado em 2019, possui churrasqueiras grandes, na época contei, mas não registrei, cerca de 20, quiosques espaçosos, tudo bem cuidado.

Estacionamento, um deck de pescaria com 70 metros, que compõe a arquitetura do lugar, muito bem planejado.

Fazer piquenique, deliciar um pestico observando a paisagem, desacelera o corre-corre diário, manda qualquer tristeza embora.

Ambiente familiar, campestre, quadra de tênis, futebol, lembrei- me de Belém do Pará.

Estive lá por indicação de uma amiga Marlene Nóbrega.

Venham conhecer e bom passeio!

Quem passa!

Adoro observar quem passa por qualquer espaço: rua, calçada, praia.

O ritmo dos passos, a postura dos corpos, os olhares.

Tanto o garoto, quanto o rapaz de boné se movimentam não perdendo de vista o que olham.

O outro rapaz de boné vermelho cruza os braços como quem espera uma cena que custa a acontecer. Parece um pouco bravo porque tem a fisionomia fechada.

Assim os passantes deixam suas marcas de humor, contentamento de observadores da vida.

Assim treinar o nosso olhar proporciona enxergar o que invisível aos olhos. E isso certamente fez você lembrar do “Pequeno Príncipe”.

Até a próxima.

Cartão postal

Amo observar os cartões postais do meu quintal.

Esses são os barcos à espera dos pescadores, localizado próximo à boutique de peixes da cidade Ocian. Todos os cantinhos, desse local, são maravilhosos de serem observados.

Compras que enchem os olhos, panelas e travessas. Peixes fresquinhos, que aguçam a criatividade na cozinha.

Ontem em um quadro da “Praça é Nossa”, uma comediante inexpressiva fez piadinhas da Praia Grande. Beijinho no ombro para você. Essa praia é maravilhosa, não só pela beleza natural e infraestrutura, mas principalmente pela qualidade de vida que oferece. Fez alusão aos corpos que desfilam nela. Que alegria é poder desfilar num ambiente em que não há discriminação. Aqui cabem todos os corpos e gente muito interessante. Não combina com piadas sem graça.

Em outros posts apresentarei novos cantinhos. Até à próxima!

Quando não vejo a serra

O olhar que não enxerga o sol. Pode enxergar a sabedoria da natureza. Serra, oceano favorecem a bruma, limita o campo de visão.

Limita! Isso pode ser sinônimo de tristeza, mas pode favorecer um sentimento interno, uma memória afetiva.

Quem cresceu em São Bernardo do Campo, sabe o que isso significa. Para mim, a neblina traz a memória minhas idas à biblioteca pública “Monteiro Lobato”. Não posso ter lembrança mais amorosa do que essa. Era o entardecer mais aconchegante que poderia ocorrer. Uma sensação de liberdade, de cumprir o dever escolar de respirar sem muito compromisso do que poderia vir.

Quantas sensações uma ida à biblioteca proporcionava, em São Paulo, olhar à avenida São Luís, a Praça da República. Saborear depois dos estudos, um salgado, um suco, que nunca em tempo algum teria o mesmo sabor.

Então nosso campo de visão será sempre transformado pelas nossas emoções.

Arranje algo que fortaleça seu olhar e mande a tristeza embora.

Convido você leitor a contar como você transforma seu campo de visão. Bora escrever!

A força de nossas mulheres

Rosana Duarte, 61, não é só um nome forte de pronúncia, mas também na escolha profissional como professora de História.

Disciplina emblemática, que ensina conquistas, queda de impérios e paradigmas, também elucida grandes conflitos. Não é á toa que dizemos “a história dirá”.

Toda experiência de mãe e professora a fez vislumbrar o futuro dos filhos Vitor e Ivan. Meninos maravilhosos, sempre elogiados pelas professoras.

Foram anos a fio de correção de provas e preparação de aulas.Labuta amenizada pela parceria de outra mulher, não menos forte, Dona Clarice, sua mãe.

Obviamente o trabalho no Colégio Nossa Senhora do Rosário, na Vila Mariana, contava com a parceria de suas amigas de profissão, com os alunos queridos e, principalmente, de outra fortaleza, a querida diretora. Irmã Conceição.

A doença do pai dos filhos queridos, idas e vindas aos médicos. Aconteceu o inevitável, um transplante, graças a Deus bem sucedido.

Muitas vezes, quem a conhecia bem perguntava como conseguia manter um casamento cheio de problemas financeiros e de problemas sérios de saúde. A resposta não poderia ser outra – graças a meus dois filhos.

Após 28 anos de casamento, os filhos a encorajaram a dar um basta na situação. Disseram que era hora dela ser feliz, sem culpa, pois havia feito tudo o que podia. E eles, assim como ela, não viam possibilidade de mudança do pai.

Novamente a fortaleza segue em frente, a vida não poderia parar de fluir.

Há 7 anos reencontrou um grande 💘 da adolescência, desde os 14 anos, conhecia o Edgar. O reencontro foi proporcionado por um amigo em comum.

Mudanças emocionais deram um outro impulso, morar na praia.

Quem não pensa em ter um futuro assim. Morar num paraíso! Poder desfrutar de tudo que uma vida de luta pôde proporcionar.

Tenho certeza de que quando faz suas caminhadas na praia, lembra do que viveu. Quanta gratidão tem a Deus por ter dado aos filhos uma boa escolaridade, vê-los formados e encaminhados profissionamente.

Quanto orgulho por ter a presença amiga deles, sente-se feliz quando agora a presenteiam com mimos e viagens.

Hoje enfrenta um novo problema de saúde com a mãe e juntas tentam ultrapassar as barreiras da doença, seguem em frente na confiança em Deus de que tudo irá passar.

Toda história pode ser bem construída se não deixarmos o medo do desconhecido nos estagnar.

UAPI

Universidade aberta a Terceira Idade

Nesse 15 de outubro, dia dedicado aos professores, registro meus sinceros agradecimentos à UAPI em especial à Dr. Cláudia Ajzen, psicóloga, especialista em Gerontologia, coordenadora da UAPI, desde 2012, na qual vivencia o emponderamento desse grupo etário e a reconquista do respeito ao idoso. Atua também como psicóloga clínica. Aqui vai o endereço de e-mail dela, caso alguém queria um tratamento especial: claudia.ajzen@huhsp.org.br

Conhecer a UAPI e a Dr. Cláudia foi uma experiência especial.

Agradeço sinceramente todos os ensinamentos recebidos, inclusive esse blog dedicado às pessoas de 50+, cada dia que posto sobre a vivência delas, tenho mais coragem para continuar e, encorajar outras pessoas a vivenciar essa nova fase da vida, com alegria e movimento de presença social com exemplos de vida.

Somos um grupo cuja perspectiva é demonstrar que o idoso merece consideração e reverência.

Conviver com alguém 50+ é uma bênção!

PS. Cláudia, tenho o caderno recomendado por vocês, faço meus rascunhos de publicação, minha letra está mais firme, minha memória bem melhor, estou mais organizada também, depois da criação desse blog. Meus sinceros agradecimentos.

Miriam Otaviano

Sol 🌞

Nossa 50+ foi uma criança muito esperada pelos pais, avós e tias.

Nasceu no Hospital Leão XIII, hoje São Camilo, num quarto particular. A avó Filomena assistiu ao parto e obviamente fez algumas interferências ao médico.

Cresceu feito uma bonequinha, sempre muito arrumadinha.

Estudou, teve uma adolescência normal. Os pais tinham uma casa 🏠 no litoral de Praia Grande, e lá, conheceu seu esposo.

Casada, dois filhos, marido. São três homens para cuidar. Os afazeres do dia a dia são muitos. Foi no artesanato que encontrou meios de sair da rotina. Cria peças com zelo e capricho, cortes e pontos tão delicados podem ter vindo de tanto amor 💘 que recebeu.

Vocês podem encontrá-la no face como Minos da Sol e no Instagram como Sol Retalhos.

Tia Inês

Inês Nurchis, 81, tem muita história para contar. É alegre, descolada, como se diz hoje, lê bastante, é religiosa, sempre tem uma palavra de conforto para quem a procura. Uma delícia conversar com ela. Filha de imigrantes, pai de ascendência italiana e mãe de alemães.

Depois da covid ficou meio down, recuperou-se e agora está como sempre foi. É animada, bem independente, mora sozinha. Tem uma família 👪 linda de três filhos, genro, noras e netos queridos.

Estudou até a quarta série, como uma grande maioria das mulheres da sua geração. Teve uma infância feliz, apesar das dificuldades. Ficou órfã cedo. Trabalhou de operária aos 14 anos, depois aos 16 com a doença do pai e momentos financeiros difíceis, foi trabalhar no frigorífico Wilson, com uma carteira de trabalho com o nome da irmã Dirce, falecida, pois a exigência era ter 18 anos.

Casou aos 19, aos 20 teve o primeiro filho. Um casamento difícil, pois o marido começou a beber. Mesmo assim o matrimônio durou 40 anos, até 1999, quando o marido faleceu de câncer.

Em meio a tantos aborrecimentos encontrou conforto ao ajudar pessoas na região de chácara, que havia comprado. Essa solidariedade já tinha sido aguçada por ter trabalhado num orfanato. Abriu as portas da chácara para quem necessitasse, realizou bazares, doação de alimentos. Com ajuda de pessoas que se comoveram com a iniciativa dela. Nessa época, ficou conhecida como tia Inês. Ajudou doentes na internação no HC. Foi voluntária como cozinheira na igreja que frequentava.

A missão dela além de ajudar a quem precisa, é animar os jovens e todos que a conhecem a perseguir seus sonhos, pois dificuldades como vimos, não é empecilho de conquista.

É uma ativista política de direita e contra a ideologias políticas que tentam descaracterizar nosso país e a família brasileira.

É uma emoção contar histórias das nossas 50+, seguimos com determinação, e reflexão de que viver bastante não é sinônimo de tritezas pelos problemas que a idade apresenta, e sim, um incentivo de saborear a nova fase de vida.

Romaria

Quando vemos uma romaria, vários pensamentos povoam nosso imaginário: que tipo de promessa estarão cumprindo – uma cura, um emprego,um 💘 amor incondicional. Quem acompanha terá forças durante a caminhada?

E assim alguém muito próximo participa e nos contempla com um vídeo 📹

Magrão, 65, nosso 🌻, parte de São Bernardo, rumo à Aparecida.

Que maravilha, assistirmos nossos 50+, participando ativamente da sociedade com ações de solidariedade e fé.

Deus abençoe a caminhada 🚶🚶🚶 e ore por todos nós!