Os últimos acontecimentos com nossos irmãos do Sul nos impõe muitas perguntas todas elas relacionadas a um futuro incerto.
O que teremos de mudanças climáticas? Como reagir diante do improvável. Estamos preparados?
Temos nossos principais documentos digitalizados? Uma bolsinha de primeiros socorros? Algum dinheiro em espécie? Compras de alimentos não perecíveis? Temos parentes, amigos com quem contar caso seja necessária uma mudança repentina?
Valorizamos o simples, um dia chuvoso, a leitura de um livro, um café com amigos, uma sesta depois do almoço, um sorriso de um desconhecido, um abraço, um riso frouxo, uma piada de bom gosto.
Ou nos mantemos em uma redoma, comunicar-se para que, compartilhar acontecimentos provocam inveja alheia. E se um infortúnio chegar, não precisará aumentar a comunicação, pedir ajuda, receber carinho.
Quando Santo Agostinho diz: Tu estavas dentro de mim e eu estava fora. O sujeito da oração pode ser substituído por muitos conceitos. Mas podemos analisar que não podemos estar fora do mundo em que vivemos. A comunicação verbal e não verbal faz com que o homem cresça.
A comunicação do amor da solidariedade, da fraternidade, da caridade. “Se precisar de mim, você sabe, eu estou aqui”, frase dita com tanto ênfase, mas sem nenhuma ação, é estar de fora como quem assiste o infortúnio do outro. Quando me visitou, quando me deu uma flor, quando me deu um abraço?
Precisamos estar dentro, compartilhar alegrias e tristezas, assim quando chegada a hora, saberemos como agir.
O Rio estava ali, e pedia socorro. Colocar a culpa na população é fácil. Difícil é gerir recursos com responsabilidade.
Me fez refletir , e enxergar o que não enxergamos.
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